sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Silencioso


Casas
Janelas fechadas
Música alta na cabeça
Viagens ao centro da carne
Nuvens carregadas
Chuva
Trovões
Medo, exagero
Olhos, corações a mil
Amargura
Amor, paixão
Solidão a um
A dois...
Entardece
Meu dia infinito
Escurece
A dor e meu grito
Socorro
Eu me afogo
Morro
Mordo
Ardo...

(Percy Carpenter)

Baby - Baby - Baby


My girl blues, I love you
And still ...
Smoking in the dark

(Percy Carpenter)



Por aí


Abrace o vento
Escute as flores
Beije o asfalto...

Em nada encontre perfeição
Dos erros
Cometa todos.

(Percy Carpenter)

Para meu amor


...Um grande amor são meninas com flores nas mãos,
Seria iludir-se, seria uma recíproca não verdadeira, mas em nome do grande amor. Muito diferente de apaixonar-se! Somos grandes no amor. Ouvimos músicas chatinhas ou gingadas, lemos poesias e amamos como os poetas. Ah... Viver um grande está em se encontrar ou não nos olhos da tua amada, em molhar-se ou não nos lençóis que te encharcam de desejos. Mas claro! Sempre é bom amar sendo amado. Eu poderia amar mil, mas não consigo, não sei por que não consigo... Sou covarde em nome do grande amor! Vejo-te olhando pela janela pelas brechas da minha; teus olhos pequenos, talvez tristonhos observem ligeiramente o mundo, enquanto os meus fundos de dor, só conseguem te notar, de longe. Entre cigarros e copos de uísque barato, é assim que esquento meu corpo. Te ver passar dói, te ver sofrer dói, saber que não sabes de mim dói. “Um grande amor são meninas com flores nas mãos...”

Percy Carpenter

The skies the limit!


Para os filhos

Que estão por vir

Por aí, perdidos

Pelas manhãs

Cinzentas

E frias

Serão esses

Nossos filhos

O futuro da nação

De dias mais vivos.


(Percy Carpenter)