terça-feira, 27 de outubro de 2009

Versinhos de amor e despedida


Era cedo de mais, era quase...
Quase que um novo tempo pra nós dois
Uma nova tarde ou o fim de dia de primavera.
Eu lembro que era frio
Como também eram nossas mãos
Aquecíamo-nos, conversávamos, cantávamos
Amávamos a presença de ambos ali
Olhávamo-nos e abríamos aquele sorriso sem graça
Quando os pássaros começavam a cantar.
Eu dizia a ela que nada nos separaria
Enquanto precipitadamente ouvia seus sussurros dizendo:
- Eu sei, eu sei...
Bem baixinho recitava nos seus ouvidos
Versinhos bonitos
Já havia escurecido ali e dali eu não queria sair
Era à distância Estabelecendo-se entre nós dois.
Pra que servia a natureza, pra que servia a terra molhada
Embaixo dos meus pés
Se o que realmente importava pra mim já tinha partido
Partido talvez meu coração com sua ida
Sem despedida, sem flores, sem beijos
Sem nem se quer meias palavras.
Era de repente a tristeza ali tomando conta
Fazendo de conta que tudo aquilo realmente existiu
E que resistiria as melhores situações.
Portando eu te amei de verdade, merecendo a cada
Balançar das árvores com o vento forte, seu amor.
Sei que também me amou, até mais que a si mesma
Mas Infelizmente o destino quis tira-la de mim.
Onde está você agora, onde estás?
Sinto falta do calor de seu corpo, quando frio faz
Como naquele belo dia
Que você quase que ainda me pertencia.


Mas na vida existe mais de uma lua

Como também é diverso o pôr do sol
E com o passar do tempo a vida tem que melhorar
E tudo acaba sempre voltando ao normal.
Não é preciso desistir do amor, por que nele sempre haverá sofrimento
Mas ser certo do que desejas e sofrer por quem realmente vale à pena.
Enquanto houver verão o inverno sempre se esconderá
Por trás das montanhas ou até mesmo diante da sua audácia
É ser livre por que sabes viver.
Abaixo dos céus existe uma porção de coisas boas e interessantes
Existe o pouco que em muito se torna
Como também tem o muito em que nada é aproveitado
Existe a paixão e o fogo que arde e muito faz bem
E também tem o amor monótono e fraco.
São as coisas do futuro
São tudo que além de pouco motiva tantos como eu a viver
É meu muito prevalecendo mesmo que triste
É meu bem estar em saber que um dia estive bem
São as coisas do passado
Tentando azucrinar uma alma que se perde por dores.
Quem me dera acreditar que dentro de mim
Nada acontece
Nada fora uma presença fúnebre do medo
Somente os que só estão, sabem o que é está desamparados
D baixo de tantos outros conflitos que ainda insistem em existir
Persistindo que não se pode fracassar
E que basta ler as entrelinhas do horizonte pra saber que nele
Sempre há guardado o melhor.
- Eu sei, eu sei
Cada palavra sua, agora pra mim tornam-se setas
Até quando assim permanecerei
Até quando assim lembrar-me-ei de ti?


Nem sempre é a morte que separa dois corações apaixonados

E Nem sempre é a vida que se trata de juntar duas pessoas que se amam
É trágico viver quando se aprender a amar
O mundo passa a ser seu
E dele tem-se que tomar conta.
Toda história nossa construirmos juntos, e que agora permanece em mim
Tornou-se difícil levar sozinho, os sonhos que a nós dois pertencia
Fazia-se bem que agora a mim faz mal
Meu romantismo sem ti não mais funciona.
Por que não aceitei que deixastes pra mim um presente teu?
Por que se vivo como hoje estou, um dia eu sei que errei
Tentei muito com sentimentalismo barato
E esqueci-me de cuidadosamente te aquietar
Diante do enorme vazio que passastes nessa vida
Desculpa-me meu amor, desculpa-me.
Se existe o infinito, um dia, estaremos juntos de novo
Talvez ali ou provavelmente aqui
Tanto faz desde que estejamos bem e novamente respirando o ar
Que ao outro um dia pertenceu
A mais bela das provas de amor
E de lado todo rancor que apenas fez parte.
Oh vento, oh maravilhas divina como eu quero de novo o intenso da vida
Deixe-me tentar, por favor, deixe-me acreditar que existe reencarnação
Seria o alivia da minha vida sem graça mesmo que em mentira
É triste saber quando não se é verdade
É triste ter que conviver com outro lado da vida
Eu quero ser quem eu realmente fui um dia.
Meu desejo é morrer pra ti fazer presente em mim
Desejo arder em fogo, desejo o cheiro do jasmim
Desejo todo seu ardor majestoso, desejo não mais desejar
Enquanto a você eu não mais pertencer, prefiro voltar a dormir e a sonhar
E quando as linhas que escrevo acabarem prefiro voltar a pensar
Quão bom foi um dia te amar.



(Percy Carpenter)

2 comentários:

  1. Eu me impressionei com os seus textos, você escreve muito bem, Percy! ;D Nem acredito que você me disse que esse não era seu dom. Já pensou em publicar livros? Concerteza seria um grande sucesso! ;D Parabéns! Que menino romântico você é.

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