sábado, 26 de dezembro de 2009

Diário de madrugada

A solidão bate a porta, como o sono faz ao chegar da noite. O medo toma conta do meu resto de coragem, do resto que sobrou de um homem viril. Amar é assim, se apaixonar é assim, nos faz temer, não nos deixa dormir. É lembrar mil e um gestos, com se cada um fosse o único, é sentir cada beijo como se ainda estivesse beijando, é ter contigo uma vontade incontrolável de tentar ser o que nunca foi. Ah o amor é uma droga, sexo um vício; separar-se? A morte! A nossa morte começa na não reciprocidade. Poxa é tão fácil querer bem, dar carinho, fazer valer a pena, eternizar, lembrar e nunca deixar virar fotos. À distância às vezes ou quase sempre nos faz lembrar o que perdemos (saudades), nos faz chorar pelo que não tornamos real, então pra que esperar? Por que não vivermos o momento? Bom é exagerar, amar demais, sofrer demais... Ser uma overdose, ser tudo, ser nada. Bom seria se cada noite nos trouxesse paz, aurora e beijos de namorados.

Percy C

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